Sobre

Em pleno Oceano Atlântico, situada a 31° 05' de longitude oeste e a 39° 40' de latitude norte, com uma área total de 17,2 Km ², 6.5Km de comprimento e 4 Km de largura, é a mais pequena do Arquipélago dos Açores. Forma em conjunto com a Ilha das Flores, o Grupo Ocidental.
Teve a sua origem num antigo vulcão, cuja imponente e ampla cratera, aloja a Lagoa do Caldeirão. O litoral da ilha é alto e escarpado, com excepção da parte sul, onde numa fajã lávica se estabeleceu o único povoado da ilha, a Vila do Corvo. Descoberta por Diogo de Teive em 1452, foi denominada por “Ilha de Santa Iria”, “Ilha do Marco”, “Ilha de São Tomás”, “Ilhéu das Flores”, o seu nome actual, “Ilha do Corvo”, terá tido origem no nome “Insula Corvi Marini” Ilha dos Corvos Marinhos.

O povoamento só foi definitivo em 1548, quando o Capitão do Donatário das Flores e Corvo, Gonçalo de Sousa, é autorizado a enviar escravos de sua confiança, como agricultores e criadores de gado. Mais tarde alguns habitantes das Flores passaram-se para o Corvo, aumentando a população branca face aos escravos residentes. A partir de então a ilha passou a ser permanentemente habitada, com a população a dedicar-se à agricultura, pastorícia e pesca.

Devido ao seu isolamento a ilha foi alvo de vários ataques por parte de corsários e piratas, mas conseguiu impor-se muitas vezes recorrendo à negociação. Em troca de protecção e dinheiro, a ilha fornecia água, alimentos e homens, ao mesmo tempo que permitia a reparação dos navios e tratamento dos enfermos.

Numa tentativa de desembarque de piratas argelinos, no cais Porto da Casa, cerca de duzentos corvinos usaram tudo ao seu dispor para afastar os atacantes que acabaram por desistir com baixas. A imagem de Nossa Senhora do Rosário foi colocada na Canada da Rocha e daí, diz a lenda que ela protegeu a população das balas disparadas.
Os corvinos com foros pesados a pagar aos seus capitães do donatário, viviam em grande pobreza, obrigados mesmo a comer pão de junça, pois as searas de trigo mal chegavam para pagar a pensão a que estavam obrigados.
Foi Mouzinho da Silveira, de tão impressionado que ficou com a dureza e dificuldades da vida dos corvinos, que propôs para metade o pagamento de trigo a que estavam obrigados e aboliu o pagamento em dinheiro, fazendo a felicidade dos corvinos. Anos depois escreveria no seu testamento, que gostaria de estar sepultado na ilha, “cercado de gente que na minha vida se atreveu a ser agradecidas”.
A 20 de Junho de 1832 o príncipe regente D. Pedro IV, elevou a paróquia de Nossa Senhora dos Milagres, a categoria de Vila e sede do município. O decreto mandava que nova vila se chamasse Vila do Corvo.